Compaixão foi tema de palestra no I Encontro Latinoamericano de Familiares de Pacientes de Câncer Infantil

Com princípios orientais, Gustavo Gitti explicou como o autocentramento é comportamento prejudicial para a felicidade de cada indivíduo

“Insistimos em desperdiçar a vida em busca da felicidade olhando para dentro, quando a felicidade é proporcionada pela conexão com os outros”. Esta foi a conclusão de Gustavo Gitti, professor de TakeTina (técnica que utiliza ritmos ancestrais para transformar a mente e o corpo) e colunista da revista Vida Simples, para pais, voluntários e profissionais da saúde durante o I Encontro Latinoamericano de Familiares de Pacientes de Câncer Infantil, promovido pelo GRAACC na última sexta-feira, 16 de março, na Casa Ronald McDonald São Paulo Moema.

“A maior conexão que temos com os outros seres humanos é o fato de já termos sofrido e querermos ser felizes” apontou durante sua palestra “Compaixão como Princípio da Vida”.

Baseado nos livros “Um Coração Sem Medo”, escrito por Thumpten Jinpa, e do livro “A Revolução do Altruísmo”, de Matthieu Ricard, Gitti defendeu a ideia de que a polarização atual e a tendência ao isolamento, que levam a sociedade a uma epidemia de depressão, podem ser facilmente combatidos se cada pessoa parasse de reduzir debates a detalhes e lembrasse de ter compaixão.

“Diferentemente da empatia que, em excesso, pode levar à síndrome de Burnout, a compaixão não apresenta contraindicações”. Segundo Gitti, essa síndrome causa fadiga extrema e é muito comum entre os cuidadores de pessoas hospitalizadas. Ele também comentou que as pessoas estão participando de workshops para definirem seus propósitos, enquanto não ampliam o olhar para o mundo para saberem do que ele realmente precisa.

A palestra de Gitti serviu para lembrar “obviedades esquecidas”, como deixar o autocentramento de lado, já que os seres humanos precisam da sensação de aldeia para manterem sua energia vital e sua sanidade em dia.