Linfoma de Hodgkin

É um tumor que acomete gânglios e baço mais frequente em adolescentes.
A maioria dos casos começa com adenomegalias, “ínguas” que vão crescendo no pescoço, nas axilas ou na região inguinal.
A criança pode apresentar febre prolongada e perda de peso.

O diagnóstico do Linfoma de Hodgkin é feito através de biópsia de um gânglio aumentado de tamanho.
O tratamento é feito com quimioterapia e radioterapia. Atualmente, em cada 100 crianças tratadas adequadamente, 85 ficam completamente curadas.

Tratamento

O tratamento do linfoma de Hodgkin em crianças é ligeiramente diferente do tratamento em adultos. As crianças tendem a tolerar melhor a quimioterapia, a curto prazo, do que os adultos. No entanto, alguns efeitos colaterais são mais prováveis​​de ocorrer em crianças. E como alguns desses efeitos podem ser a longo prazo, as crianças precisam de acompanhamento médico para o resto de suas vidas.

O ideal é que as crianças e os adolescentes possam ser tratados em hospitais com áreas dedicadas para sua faixa etária, como no Hospital do GRAACC que conta com uma equipe de especialistas com experiência em câncer infantil e sabem as necessidades específicas das crianças com câncer e suas famílias. Nossa inclui oncologistas pediátricos, cirurgiões, radioterapeutas, patologistas, enfermeiros oncológicos pediátricos, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas, reabilitação e fisioterapeutas e educadores que possam apoiar e educar a família inteira.

Se a criança passou da puberdade e os músculos e ossos estão totalmente desenvolvidos, o tratamento é geralmente o mesmo que o de adultos. Mas, se a criança não tiver atingido a puberdade ou seu corpo ainda não atingiu o desenvolvimento esperado, o tratamento indicado será a quimioterapia. A radioterapia pode afetar o crescimento ósseo e muscular e impedir que as crianças atinjam seu tamanho normal.

O tratamento de crianças com linfoma de Hodgkin, muitas vezes, combina a quimioterapia com doses baixas de radiação. A quimioterapia muitas vezes inclui combinações de vários medicamentos.

Estágios IA e IIA, favorável: O tratamento geralmente começa apenas com a quimioterapia, usando a menor dose que possa levar à cura do linfoma. Se a doença não desaparecer completamente, radioterapia ou quimioterapia podem ser indicadas.

Se a radioterapia é administrada, a dose e a área tratada são mantidas o menor possível. Se a radioterapia é administrada na parte inferior do corpo de meninas e adolescentes mulheres, os ovários devem ser protegidos para preservar a fertilidade.

Estágios I e II, desfavorável: Nestes estágios, o tratamento consiste de quimioterapia com doses maiores combinada com a radioterapia, embora a dose e o tamanho do campo de radiação ainda sejam mantidos tão pequenos quanto possível.

Estágios III e IV: O tratamento inclui quimioterapia intensa, quer isoladamente ou em combinação com a radioterapia de baixa dose para áreas com doença volumosa.

 

Fonte: American Cancer Society no site Oncoguia