Linfoma Não Hodgkin - Diagnóstico

O diagnóstico deve ser preciso e urgente, tendo em vista a rápida velocidade de crescimento desses tumores. É desejável, sempre que possível, uma biópsia a “céu aberto”. Uma vez que a criança não tenha condição clínica para uma anestesia geral, o diagnóstico pode ser feito por meio de punção de líquido pleural, ascítico, medula óssea ou gânglio. O exame nessas condições é de fundamental importância quando a indicação de uma intervenção cirúrgica pode levar a uma situação de risco extremo ao paciente, como uma criança com uma grande massa mediastinal, com comprometimento respiratório e derrame pleural. Nessa situação, um exame do líquido pleural frequentemente consegue diagnosticar um linfoma linfoblástico, evitando-se a realização de uma biópsia cirúrgica.

Uma vez coletado, o material do linfonodo, aspirado ou líquido, pode ser enviado ‘’a fresco’’ para análise morfológica, em citometria de fluxo ou citogenética ou ser congelado para estudo imuno-histoquímico. Como o tratamento do LNH da criança

é diferente para cada subtipo de linfoma, a habilidade na identificação correta do tipo de LNH é essencial para o manejo clínico de todo o processo da doença.

Os exames complementares importantes realizados ao diagnóstico incluem hemograma completo, função renal, hepática, ácido úrico, fósforo, potássio, cálcio, DHL, urina tipo 1, pesquisa de células neoplásicas no LCS e estudo da medula óssea. Os métodos de imagem incluem radiografia de tórax, ultrassonografia de abdome e pélvis. Quando possível, TC, RM, PET-scam e cintilografia são realizados.