Introdução

O Hospital do GRAACC conta com um Centro de Transplante de Medula Óssea especializado no procedimento em pacientes pediátricos.

São mais de 20 anos de experiência em transplantes de medula, incluindo os de mais alta complexidade.

Mais de 800 transplantes já foram feitos no serviço.

O Transplante de Medula Óssea

O transplante de medula óssea é um tipo de tratamento proposto para algumas doenças que afetam as células do sangue, como as leucemias e os linfomas. Consiste na substituição de uma medula óssea doente, ou deficitária, por células normais da medula óssea, com o objetivo de reconstituição de uma nova medula saudável.

É na medula óssea que se localizam as células-tronco hematopoéticas, responsáveis pela geração de todo o sangue (glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas).

Essas são as células substituídas no transplante de medula.

Tipos de transplantes realizados no GRAACC

O Hospital do GRAACC realiza todos os tipos de Transplantes de Medula Óssea: o alogênico, o autólogo e o haploidêntico.


Transplante alogênico

É aquele no qual as células precursoras da medula provêm de outro indivíduo (doador), de acordo com o nível de compatibilidade do material sanguíneo. A primeira opção é sempre pela medula de um irmão. Se o indivíduo não tem irmão ou este não é compatível, também verifica-se a compatibilidade com a mãe e o pai. Se não há um doador aparentado com boa compatibilidade, procura-se um não aparentado compatível. Este tipo de transplante também pode ser feito a partir de células precursoras de medula óssea obtidas do sangue de um cordão umbilical.

Transplante autólogo
É aquele no qual as células precursoras da medula óssea provêm do próprio indivíduo transplantado (receptor). As células da medula ou do sangue periférico do próprio paciente são coletadas e congeladas para uso posterior. Esse tipo de transplante é usado basicamente para doenças que não afetam a qualidade da medula óssea, ou seja, aquelas que não têm origem diretamente na medula ou quando a doença já diminuiu a ponto de não ser mais detectada na medula (estado de remissão).

Transplante haploidêntico
É semelhante ao transplante alogênico, com a diferença de que o doador é um parente de primeiro grau – em geral pai, mãe, irmão ou filho – com 50% de compatibilidade, sendo uma alternativa quando não há doador 100% compatível.

 

Fonte: INCA – Instituto Nacional do Câncer e REDOME – Rede Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea

Quando há indicação de transplante

O Transplante de Medula Óssea é indicado como tratamento para algumas doenças que afetam as células do sangue. O GRAACC realiza, se necessário, o procedimento para os seguintes tipos de câncer infantil:

 

Fonte: INCA – Instituto Nacional do Câncer e REDOME – Rede Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea

O Centro de Transplante de Medula Óssea do GRAACC

O Hospital do GRAACC conta com um Centro de Transplante de Medula Óssea especializado no procedimento em pacientes pediátricos. São mais de 20 anos de experiência em transplantes de medula, incluindo os de mais alta complexidade. São mais de 800 transplantes já realizados pela equipe do GRAACC.

O Hospital do GRAACC conta com equipes médicas e multiprofissional especializadas no procedimento que, além de aumentar as chances de sucesso, traz maior segurança aos pacientes e seus familiares. É oferecido também apoio psicológico, nutricional, reabilitação e aulas escolares.

As acomodações do Centro de Transplante de Medula Óssea possui o necessário para o conforto do paciente e acompanhante durante o período de internação e têm infraestrutura especial, com sistema de filtragem de ar e pressão positiva, criando um ambiente protetor contra infecções.

Os quartos estão equipados com sofá-cama para acompanhante, ar condicionado, TV e internet sem fio, além de um cardápio especialmente pensado para crianças e adolescentes.

O serviço também tem um Centro de Criopreservação de Células Tronco Hematopoiéticas com capacidade de realizar o processamento e armazenamento de todos os tipos de células-tronco progenitoras e conta com Serviço de Hemoterapia para o fornecimento de plaquetas e hemácias aos pacientes transplantados, UTI pediátrica, ambulatórios exclusivos, pronto atendimento para emergências e centros cirúrgicos preparados para procedimentos de alta complexidade.

Fonte: INCA – Instituto Nacional do Câncer e REDOME – Rede Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea

 

Como ser um doador de medula óssea

As chances de encontrar uma medula óssea compatível para um paciente são raras, podendo chegar 1 em 100 mil! Por isso, ao se tornar um doador, você está ajudando a diminuir essa distância.

É preciso ter entre 18 e 55 anos de idade e estar em bom estado geral de saúde (não ter doença infecciosa ou incapacitante). Para se cadastrar, o candidato a doador deverá procurar o hemocentro mais próximo de sua casa para esclarecer dúvidas a respeito da doação.

Para saber os locais de doação, acesse aqui.

Em seguida, será feita a coleta de uma amostra de sangue (10ml) para a tipagem de HLA (exame de histocompatibilidade que identifica as características genéticas de cada indivíduo).

Os dados do doador são inseridos no cadastro do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) e, sempre que surgir um novo paciente, a compatibilidade será verificada. Uma vez confirmada, o doador será consultado para decidir quanto à doação.

O transplante de medula óssea é um procedimento seguro, realizado em ambiente cirúrgico, feito sob anestesia geral, e requer internação de, no mínimo, 24 horas.

Para ficar por atualizado sobre todo o processo de transplante de medula óssea acesse e se cadastre em: REDOME e/ou AMEO

Fonte: INCA – Instituto Nacional do Câncer e REDOME – Rede Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea

Como é feito o Transplante de Medula Óssea

Paciente

O Transplante de medula óssea é um procedimento rápido, como uma transfusão de sangue, que dura em média 2 horas. Essa nova medula é rica em células chamadas progenitoras, que uma vez na corrente sanguínea, circulam e vão se alojar na medula óssea, onde se desenvolvem.

O paciente, depois de se submeter a um tratamento que destruirá a sua própria medula, receberá as células da medula sadia de um doador. Estas células, após serem coletadas do doador são acondicionadas em uma bolsa de criopreservação de medula óssea, congeladas e transportadas em condições especiais (maleta térmica controlada com termômetro, em temperatura entre 4 Cº e 20 Cº) até o local onde acontecerá o transplante.

As células infundidas no paciente também podem ser da sua própria medula, retiradas antes do tratamento e congeladas para uso posterior (no caso do transplante autólogo), ou de sangue de cordão umbilical (em caso de doação aparentada ou utilização de uma unidade de células dos Bancos Públicos de Sangue de Cordão).

Durante o período em que estas células ainda não são capazes de produzir glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas em quantidade suficiente para manter as taxas dentro da normalidade, o paciente fica mais exposto a episódios infecciosos e hemorragias. Por isso, permanece internado no hospital, em regime de isolamento.

Doador

A doação é um procedimento que se faz em centro cirúrgico, sob anestesia peridural ou geral, e requer internação de 24 horas. A medula é retirada do interior de ossos da bacia, por meio de punções. O procedimento leva em torno de 90 minutos.

A medula óssea do doador se recompõe em apenas 15 dias. Nos primeiros três dias após a doação pode haver desconforto localizado, de leve a moderado, que pode ser amenizado com o uso de analgésicos e medidas simples.

Normalmente, os doadores retornam às suas atividades habituais depois da primeira semana após a doação. Há outro método de doação chamado coleta por aférese. Neste caso, o doador faz uso de uma medicação por cinco dias com o objetivo de aumentar o número de células-tronco (células mais importantes para o transplante de medula óssea) circulantes no seu sangue. Após esse período, a pessoa faz a doação por meio de uma máquina de aférese, que colhe o sangue da veia do doador, separa as células-tronco e devolve os elementos do sangue que não são necessários para o paciente. Não há necessidade de internação nem de anestesia, sendo todos os procedimentos feitos pela veia.

A decisão sobre o método de doação mais adequado é exclusiva dos médicos, tanto do paciente quanto do doador.

Fonte: INCA – Instituto Nacional do Câncer e REDOME – Rede Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea

Quem NÃO pode doar sua medula óssea

Há algumas doenças que impedem a doação de medula óssea, impossibilitando que a pessoa se torne um doador cadastrado ou ocasionando o cancelamento do cadastro no REDOME. São elas:

AIDS / HIV

HEPATITE
O cadastro para ser doador de medula só será permitido nos seguintes casos:
– Vacinação para prevenção de Hepatite
– Histórico de tratamento completo de Hepatite A

Pessoas com diagnóstico das Hepatites B e C e portadoras do vírus das Hepatites B e C (conhecido como infecção crônica) não podem ser doadores de medula óssea.

CÂNCER
Mesmo as pessoas consideradas curadas da doença não podem doar sua medula.

DOENÇAS AUTOIMUNES
A exceção é para os casos de Tireóide de Hashimoto e Doença de Grave tratadas com sucesso e situação clínica estável.

Não podem doar a medula óssea pessoas com:
– Artrite Reumatóide
– Lupus
– Fibromialgia
– Esclerose Múltipla
– Psoriase
– Vitiligo
– Síndrome de Guillain-Barre
– Púrpura
– Síndrome Antifosfolipidica
– Sindrome de Sjogren
– Doença de Crohn
– Espondilite Anquilosante

EPILEPSIA
Podem doar todos aqueles com a doença controlada, com ausência de convulsões no último ano.

DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSIVEIS
O cadastro para ser doador é permitido em casos de doenças sexualmente transmissíveis, como Herpes, HPV, Clamídia e Sífilis.

DIABETES
Pessoas diagnosticadas dom Diabetes deverão consultar o seu médico para analisar a atual situação clínica. Geralmente, diabetes bem controlada, seja por dieta ou medicamento, será permitido o cadastro.

Nos casos de Diabetes em que é necessário o uso de insulina ou outra medicação injetável para tratar a própria doença ou doenças renais, cardíacas, do nervo ou dos olhos (relacionadas com a Diabetes), o cadastro não será permitido.

Fonte: INCA – Instituto Nacional do Câncer e REDOME – Rede Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea

Como é feita a busca de um doador

A doação de medula óssea pode ser aparentada ou não aparentada. No primeiro caso, o doador é uma pessoa da própria família, em geral um irmão ou um dos pais. Há cerca de 25% de chances de encontrar um doador compatível na família. Havendo um irmão totalmente compatível (100%) este será a primeira escolha para ser um doador. Caso contrário, inicia-se a busca de alternativas para a realização do transplante.

As informações do paciente que necessita de transplante sem um irmão compatível são incluídas, pelo médico responsável pelo tratamento dele, no Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea (REREME). Os doadores são cadastrados no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME). Os dados dos dois registros são cruzados para verificar a compatibilidade entre pacientes e doadores. Essa busca é automática.

Assim que o paciente entra no REREME, cadastrado pelo médico responsável pelo tratamento, acontece a primeira tentativa de encontrar um doador. A partir daí, o próprio sistema refaz a busca, todos os dias. Um resultado preliminar aponta uma lista de possíveis doadores compatíveis. O médico do paciente, junto com a equipe especializada do REDOME, analisa (dentre estes possíveis doadores) qual tem chance de ser mais compatível com o paciente. Na sequência, o REDOME faz os contatos com os doadores de medula óssea voluntários e solicita os exames complementares.

Paralelamente, acontece a busca na Rede BrasilCord, que contém os dados dos cordões umbilicais armazenados nos Bancos Públicos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário. Caso não seja encontrado um doador brasileiro, a equipe do registro parte, então, para a busca internacional que ocorre praticamente de forma simultânea.

É importante que o médico mantenha os dados pessoais completos do paciente atualizados no REREME, com informações sobre a compatibilidade e a doença com indicação de transplante. Também é responsabilidade do médico atualizar a condição do paciente e sua evolução enquanto aguarda o transplante. Isso evita que a pessoa que necessita de uma nova medula perca a chance de ter um doador compatível localizado.

É importante também que os doadores atualizem seu cadastro. Assim, o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME) consegue encontra-lo o mais rápido possível caso encontre um paciente compatível.

Se você já está cadastrado como doador no REDOME e quer atualizar seus dados, acesse: http://redome.inca.gov.br/doador-atualize-seu-cadastro/

Você pode ainda entrar em contato pelos telefones (21) 2505-5656/ 2505-5639 / 2505-5638 para atualizar seus dados.

Fonte: INCA – Instituto Nacional do Câncer e REDOME – Rede Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea

Pós transplante

Nos primeiros 100 dias após o transplante de medula óssea (TMO), há maior risco de contrair infecções. Nesse período, você ficará na unidade de transplante para facilidade de atendimento. Depois que tiver alta, é importante procurar o seu médico se tiver febre, calafrios, mal-estar, problemas com o cateter, mudanças no aspecto das fezes e da urina, alterações na pele, tosse, falta de ar, enjoo, vômitos, dificuldades para tomar a medicação prescrita, dores em qualquer local do corpo e se entrar em contato com portadores de doenças infecciosas.

Durante o primeiro ano após o TMO, as defesas contra infecções ainda não estão recuperadas. Portanto, todo cuidado é pouco para prevenir infecções. Evite contato com animais, plantas, pessoas com doenças contagiosas (como sarampo, catapora, caxumba e outras) e crianças que receberam vacinas de sarampo, rubéola e Sabin (para poliomielite), pois os vírus destas vacinas serão eliminados durante 3 a 4 semanas.
Algumas infecções podem ser transmitidas por germes encontrados em piscinas, açudes, lagoas e praias. Evite tomar banho nesses locais ao longo do primeiro ano depois do transplante e receber muitas visitas. Muitas pessoas podem portar infecções sem perceber.

CUIDADOS ESPECIAIS
Pele

A pele é especialmente sensível ao tratamento e pode manifestar precocemente a doença enxerto contra hospedeiro (reação das células transplantadas contra o organismo do receptor). Os transplantados têm risco aumentado de câncer de pele, portanto não se exponha ao sol, principalmente no primeiro ano pós-TMO. Use chapéu ou sombrinha, além de roupas que protejam do sol, evite sair de casa nos horários em que o sol esteja mais forte e passe filtro com fator de proteção solar 30 (em gel ou livre de óleo).
Prefira sabonete do tipo hidratante sem perfume, creme hidratante à base de vitamina A, ureia ou lactato de amônia após o banho. Evite maquiagem, cosméticos, perfume e qualquer substância que possa irritar a pele.

Boca
Os cuidados com a higiene da boca são necessários em todas as etapas do tratamento. É preciso seguir as orientações do cirurgião-dentista especialista que vai avaliá-lo.
Mantenha os lábios umedecidos com hidratante labial com vitamina E ou com manteiga de cacau, óleo mineral e/ou filtro solar labial, quando necessário. Caso a criança receba irradiação no corpo todo na época do desenvolvimento dos dentes permanentes, ela deve ser examinada e acompanhada.

Uso de máscara
A máscara será necessária sempre que você estiver em contato com outras pessoas, até a liberação do uso pelo seu médico. Três meses depois do transplante não será mais necessário utilizá-la na presença das pessoas que vivem regularmente com você e familiares que não tenham doenças contagiosas. Evite aglomerações em locais públicos, como lojas, supermercados, shoppings e cinemas.

Mantenha as mãos limpas
A lavagem cuidadosa das mãos é tão importante quanto o uso da máscara porque muitas doenças são transmitidas por meio do contato manual. É essencial lavar as mãos depois de

ir ao banheiro e antes das refeições. Mantenha as unhas aparadas e limpas. A pessoa que estiver cuidando de você também deve lavar as mãos frequentemente.

RETORNO ÀS ATIVIDADES
É muito importante o seu retorno à vida social após longo período de internação. Portanto, estar em sua casa, com as pessoas com quem convive, será fundamental para sua recuperação.

Não se assuste se perceber algumas dificuldades de memória e leve sempre consigo uma agenda para anotar tudo que for importante. Evite ficar parado o dia inteiro. Mesmo que não tenha vontade, tente se movimentar.

Em geral, depois do período de um ano após o transplante você poderá voltar às suas atividades normais. A recuperação é um processo lento, mas progressivo. Para isso, mantenha um programa de boa alimentação, descanso e exercícios leves.

Fonte: INCA – Instituto Nacional do Câncer e REDOME – Rede Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea