“Eu aprendi a viver um dia por vez. E tive a certeza de que a minha maior prioridade sempre foi ele”, conta Silvia, mãe do nosso paciente Thiago.

O menino tinha apenas três anos quando os primeiros sinais começaram a aparecer. Quedas frequentes, falta de equilíbrio e episódios de vômito chamaram a atenção da mãe que, após insistir por exames, recebeu o diagnóstico de um tumor.

Moradores do Paraná, mãe e filho iniciaram uma longa jornada de acompanhamento médico, marcada por incertezas, cuidados constantes e decisões difíceis. Ao longo dos anos, o tratamento exigiu vigilância permanente e períodos de retomada, sempre com foco na qualidade de vida e no desenvolvimento de Thiago.

Já na adolescência, durante a pandemia, novos sintomas surgiram. O que inicialmente parecia uma consequência da Covid levou a família novamente ao hospital, desta vez para o início de uma nova etapa do tratamento, que incluiu quimioterapia. Foram meses intensos, divididos entre o hospital e a casa, exigindo força emocional e uma reorganização completa da rotina familiar.

Silvia, dentista, já havia reduzido o ritmo de trabalho desde o nascimento do filho. Com o avanço do tratamento, tomou uma decisão definitiva: deixou a profissão para se dedicar integralmente a ele. “Meu coração está em paz. A prioridade sempre foi o Thiago”, resume.

Durante o tratamento no GRAACC, a criança encontrou mais do que cuidado médico. Encontrou vínculos. Reservado, tímido e muito ligado à família, sempre teve poucos amigos, mas relações profundas. No hospital, construiu laços com profissionais da saúde, professores, voluntários e outros pacientes. Foi ali que encontrou apoio, escuta e acolhimento em

Apaixonado por tecnologia desde pequeno, cursou o ensino médio técnico em informática. Mesmo enfrentando períodos longe da escola, lacunas no aprendizado e o receio de não acompanhar os colegas, não desistiu. Persistiu, buscou apoio e seguiu em frente.

No último ano, enfrentou um dos maiores desafios da vida acadêmica: o Trabalho de Conclusão de Curso. Aprendeu uma nova linguagem de programação do zero, desenvolveu um projeto complexo e apresentou um trabalho que surpreendeu a banca avaliadora. Encerrou o ano com excelentes resultados.

Hoje, aos 18 anos, Thiago colhe os frutos dessa trajetória. Foi aprovado em duas universidades, uma federal e uma estadual, e segue aguardando novos resultados. O futuro, agora, se abre com possibilidades reais e sonhos concretos. “O tratamento foi difícil, mas aqui encontrei apoio e uma nova esperança. Hoje vejo que tudo isso me deu a chance de continuar e de pensar no futuro. Agora sei que a vida segue, e eu também”, afirma.

A história de Thiago é feita de desafios, escolhas difíceis e muito amor. Mas, acima de tudo, é uma história de superação, cuidado e esperança. Uma prova de que, quando o tratamento é feito com ciência, acolhimento e humanidade, ele não apenas salva vidas: devolve futuros.

 


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