A descoberta da doença de Ayla começou com um incômodo que parecia simples: dor abdominal. Nada além disso.

Até que um ultrassom mudou o rumo da história ao identificar um nódulo. O susto foi imediato. Sem possibilidade de tratamento na cidade de origem, Cuiabá, mãe e filha foram encaminhadas ao GRAACC.

“Quando cheguei ao hospital, o sentimento foi de que estávamos protegidos. É como se estivesse tudo escuro e, ao ver a porta, enxergássemos a luz da cura. Nós pedimos a Deus o melhor lugar, e acreditamos desde o começo que aqui era esse lugar”, conta a mãe, Allini.

O diagnóstico apontou um câncer renal que acomete principalmente crianças. A jornada exigiu coragem, e a menina mostrou que tem de sobra.

Um dos momentos mais marcantes, segundo Allini, foi o primeiro encontro com a equipe médica. “A doutora Monica Cypriano nos passou muita paz, segurança e carinho.” Essa confiança se tornou ainda mais importante quando veio a notícia da recidiva. Apenas cinco dias depois, o novo ciclo de quimioterapia já havia começado. Em janeiro, o tratamento foi concluído. “Foi tudo muito rápido. A equipe agiu com agilidade em tudo. Somos muito gratos.”

Para a família, o GRAACC representa mais do que um hospital. “O GRAACC significa vida para nós. Aqui renascemos.”

Mesmo em meio às internações e aos cuidados, a pequena nunca deixou de viver a infância. Gosta de comer e brincar de “comidinha com terra”, inventando receitas do seu jeito. Anda de bicicleta, vai à igreja, brinca com o priminho e acompanha as aulas pela Escola Móvel do GRAACC. Matemática é a matéria preferida. Quando fala sobre o futuro, não hesita: quer ser veterinária, fazendeira, pastora e empresária.

O tratamento foi finalizado e, agora, Ayla segue em acompanhamento.

Sua trajetória é marcada por susto, fé, cuidado e recomeço. Uma menina que preservou os sonhos enquanto enfrentava a doença, e que continua olhando para o futuro com a mesma força com que atravessou cada etapa do caminho.


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