Paciente Arthur

Arthur, de 5 anos, dificilmente passa despercebido pelos corredores do GRAACC. Comunicativo, curioso e cheio de energia, ele conversa com todo mundo, cria apelidos para os profissionais e transforma qualquer espaço em cenário para brincadeiras.

Desde abril do ano passado, o menino frequenta o hospital para tratamento e acompanhamento médico. Mesmo diante da rotina intensa de exames, consultas e procedimentos, a infância continuou ocupando um espaço importante na vida dele.

Apaixonado por brinquedos, Arthur leva carrinhos, personagens e pelúcias para praticamente todos os lugares. Entretanto, em casa, passa horas inventando histórias. No hospital, encontrou profissionais que entraram nas brincadeiras e ajudaram a tornar os dias mais leves.

“Ele nunca deixou de brincar. Até nos momentos mais difíceis, continuava querendo inventar coisas, conversar e brincar com todo mundo”, conta a mãe, Daniela.

Paciente do GRAACC criou vínculos com a equipe do hospital

Os primeiros sintomas apareceram com dores de cabeça e episódios de vômito. Após passar por outros atendimentos e realizar exames, Arthur foi, por fim, encaminhado ao GRAACC.

Segundo Daniela, o início do tratamento aconteceu rapidamente.

“No dia em que chegamos aqui ele já passou pelo primeiro procedimento. Foi tudo muito rápido e a gente ficou assustado. Mas desde o começo fomos acolhidos pela equipe”, relembra.

Com o passar do tempo, Arthur criou laços com médicos, enfermeiros, psicólogos e profissionais de diferentes áreas do hospital. Muitos ganharam apelidos inventados por ele mesmo.

Além disso, a brinquedoteca virou um dos espaços favoritos durante as visitas ao hospital. Sempre que chegava ao GRAACC, perguntava quanto tempo faltava para poder brincar.

“Ele gosta muito daqui. Fala da brinquedoteca, das pessoas, dos brinquedos. Para ele, vir ao hospital também era encontrar quem fazia parte da rotina dele”, afirma Daniela.

Humanização ajuda paciente do GRAACC durante a jornada

Enquanto isso, outro personagem importante nessa trajetória foi o Azulão, uma pelúcia que acompanhou Arthur em consultas, exames e internações.

Na imaginação dele, o brinquedo também, fazia parte do tratamento. O Azulão entrava nos procedimentos, “tomava remédio” e recebia cuidados junto com o menino.

A relação com os brinquedos, segundo Daniela, ajudou Arthur a enfrentar os desafios sem perder a leveza própria da infância.

Inteligente e observador, ele entendia boa parte do que acontecia ao seu redor e fazia perguntas sobre exames, remédios e procedimentos. Ainda assim, encontrava maneiras de transformar a rotina hospitalar em algo menos assustador.

Hoje, já na fase de acompanhamento, Arthur continua chegando ao hospital com entusiasmo. A expectativa de rever os profissionais e passar pela brinquedoteca segue fazendo parte da visita.

“Ele fala que sente saudade daqui. Acho que isso mostra o carinho com que fomos tratados durante todo o caminho”, diz Daniela.

 


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