No GRAACC, desenvolvemos e participamos de estudos clínicos voltados ao avanço do tratamento do câncer infantojuvenil.
Agora, damos mais um passo importante nessa trajetória: o estudo clínico BCC018 está oficialmente aberto para recrutamento de pacientes elegíveis, recém-diagnosticados com neuroblastoma de alto risco.
O protocolo avalia a inclusão do naxitamabe, uma imunoterapia anti-GD2, à terapia de indução do paciente. A participação no estudo depende de critérios específicos definidos pelo protocolo e passa por avaliação médica da equipe responsável.
À frente desta pesquisa estão as nossas médicas oncologistas pediátricas, Dra. Eliana Maria Monteiro Caran, especialista em tumores raros, rabdomiossarcoma e neuroblastoma, e a Dra. Natalia Brenneken Duarte Ambar, especialista em tumores sólidos.
A abertura do estudo clínico BCC018 acontece após passarmos a integrar o Beat Childhood Cancer Research Consortium (BCC), consórcio internacional de pesquisa liderado pela Penn State University, nos Estados Unidos.
Com essa parceria, passamos a atuar, portanto, como centro parceiro latino-americano para estudos patrocinados pelo BCC.
Além disso, nos tornamos o primeiro hospital da América do Sul a integrar o consórcio, ampliando a participação da região em pesquisas clínicas internacionais e fortalecendo o acesso de crianças e adolescentes a protocolos inovadores em oncologia pediátrica.
O BCC018 é um estudo de Fase II que avalia o uso do naxitamabe em combinação com a quimioterapia de indução, etapa inicial do tratamento de pacientes com neuroblastoma de alto risco.
Na prática, pacientes recém-diagnosticados que atenderem aos critérios do protocolo poderão receber cinco ciclos da terapia padrão de indução com quimioterapia, em combinação com o naxitamabe, uma imunoterapia humanizada anti-GD2.
A imunoterapia anti-GD2 é uma abordagem terapêutica que utiliza anticorpos capazes de reconhecer a molécula GD2, presente em grande quantidade nas células do neuroblastoma.
Ao se ligar a esse alvo, o tratamento ajuda o sistema imunológico a identificar e combater as células tumorais de forma mais direcionada.
Diferentemente da quimioterapia, que age sobre células que se multiplicam rapidamente, a imunoterapia busca orientar as defesas do próprio organismo contra o tumor.
Por isso, sua combinação com outras etapas do tratamento vem sendo estudada em diferentes protocolos clínicos.
Tradicionalmente, terapias anti-GD2 costumam ser utilizadas após etapas como quimioterapia, cirurgia e radioterapia. No estudo clínico BCC018, buscamos avaliar o uso do naxitamabe mais cedo, junto ao tratamento inicial com quimioterapia.
Com isso, queremos compreender se essa mudança no momento de uso da imunoterapia pode contribuir para melhores respostas ao tratamento e para avanços na sobrevida de pacientes com neuroblastoma de alto risco.
Dessa forma, o estudo pode gerar informações relevantes para o futuro do cuidado oncológico pediátrico.
O estudo clínico BCC018 está aberto para inclusão de participantes que atendam aos critérios do protocolo. Portanto, famílias e profissionais de saúde que desejarem mais informações podem entrar em contato com a área de Pesquisa Clínica do GRAACC.
Para saber mais, envie um e-mail para pesquisaclinica@graacc.org.br ou ligue para (11) 5080-8488.

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