Os avanços na compreensão dos linfomas pediátricos têm ampliado as possibilidades de diagnóstico e tratamento. Com isso, as estratégias se tornam cada vez mais direcionadas às características de cada tipo da doença.

Nesse cenário, o III Congresso Internacional de Oncologia Pediátrica do GRAACC reuniu especialistas brasileiros e internacionais para discutir diferentes perspectivas sobre a classificação da doença, novas abordagens terapêuticas e avanços no cuidado de pacientes com diferentes subtipos de linfoma.

Entre os principais temas, estiveram os linfomas não Hodgkin de células B maduras, o linfoma primário de grandes células B do mediastino, os linfomas anaplásicos de grandes células e o linfoma de Hodgkin.

Classificação dos linfomas pediátricos

A programação começou com uma abordagem sobre a classificação anatomopatológica dos linfomas pediátricos, apresentada por Ronaldo Modesto de Souza Filho.

Nesse primeiro momento, o especialista destacou a importância de identificar com precisão o tipo de linfoma. A partir dessa definição, a equipe pode estabelecer a estratégia terapêutica mais adequada para cada situação.

Na sequência, Guillermo Luis Chantada, da Espanha, apresentou novas estratégias para os linfomas não Hodgkin de células B maduras.

Em seguida, Monika Metzger, dos Estados Unidos, discutiu o tratamento do linfoma primário de grandes células B do mediastino.

Novas estratégias ampliam possibilidades de tratamento

Além dessas abordagens, outro destaque foi o uso de inibidores de ALK no tratamento dos linfomas anaplásicos de grandes células, tema apresentado por Scott Howard, dos Estados Unidos.

Nesse contexto, a abordagem acompanha um movimento de incorporação de terapias mais direcionadas às características específicas de cada doença.

Além disso, a programação contemplou o Protocolo Latino-Americano de Linfoma de Hodgkin na Infância, apresentado por Monika Metzger.

Dessa forma, a discussão também abordou estratégias de tratamento adaptadas à realidade da população pediátrica e dos pacientes latino-americanos.

Caso clínico aproxima discussão da prática

Para ampliar as discussões, a programação incluiu ainda a apresentação de um caso clínico, conduzida por Taís Tavares Barlera.

Nesse contexto, a atividade aproximou da prática clínica os conhecimentos compartilhados pelos especialistas ao longo da sessão. Além disso, reforçou a importância de uma avaliação individualizada e de estratégias que considerem as particularidades de cada paciente.

Dessa forma, os debates sobre os linfomas pediátricos mostraram como o diagnóstico preciso, os protocolos específicos e as novas abordagens terapêuticas podem contribuir para um cuidado cada vez mais direcionado às características da doença. Ao mesmo tempo, essas estratégias ajudam a considerar as necessidades de cada criança ou adolescente.

A programação também conta com a participação de especialistas representantes da Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea (SBTMO), Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE), Sociedade Internacional de Oncologia Pediátrica (SIOP) e Sociedade Brasileira de Neurocirurgia Pediátrica (SBNPed).

Saiba mais em: https://congressograacc.com.br/graacc2026

Acompanhe a cobertura ao vivo no @instagraacc

Por Mayara Rabelo


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