No início de 2024, Maxinni percebeu um nódulo na cabeça do filho, Maxsuell, então com 4 anos. A princípio, parecia algo simples, como uma batida comum na infância. Mas, com o passar dos dias, o inchaço aumentou e outros sinais começaram a surgir: tosse persistente, febres frequentes e novos caroços pelo corpo, sintomas que podem estar associados ao câncer infantil.

Mesmo com idas constantes aos serviços de saúde, as respostas não vinham. O quadro clínico se agravava e a angústia crescia. Foram meses de investigação, internações e incertezas, até surgir a suspeita de câncer infantil.

Quando o diagnóstico muda tudo

Diante da necessidade de atendimento especializado em oncologia pediátrica, mãe e filho saíram de Roraima rumo a São Paulo. A chegada ao GRAACC marcou uma mudança importante na trajetória da família.

“Quando a gente chegou foi um sossego, uma paz, um conforto”, relembra Maxinni.

Logo no início do acompanhamento, veio a confirmação do diagnóstico. O tratamento do câncer infantil foi iniciado rapidamente, e a resposta apareceu já nas primeiras semanas.

“No primeiro mês, o nódulo sumiu”, conta a mãe, aliviada.

O cuidado no tratamento do câncer infantil

Hoje, aos seis anos, Maxsuell segue em tratamento. Continua sendo uma criança cheia de energia, com personalidade forte e opiniões bem definidas, sinais de que, apesar do tratamento, sua essência permanece intacta.

Mais do que a resposta clínica, foi no cuidado diário que a família encontrou força para continuar. O tratamento do câncer infantil envolve não apenas protocolos médicos, mas também acolhimento, escuta e suporte contínuo à criança e à família.

“A doutora é como uma segunda mãe para o Maxsuell. As enfermeiras, as técnicas, são pessoas maravilhosas. Sempre trataram a gente muito bem”, afirma.

Mais do que um hospital: um lugar de acolhimento

Há mais de um ano em São Paulo, Maxinni se dedica integralmente ao cuidado do filho. A rotina mudou completamente, mas, nesse processo, encontrou acolhimento e suporte.

Ao resumir o que o GRAACC representa em sua vida, a resposta vem de forma simples: “Casa. Porque é um lugar que eu me sinto acolhida. É um lugar que cuida.”

A história de Maxsuell ainda está em andamento, como tantas outras no contexto do câncer infantil. Mas ela já evidencia um ponto fundamental: a importância do diagnóstico precoce, do acesso ao tratamento adequado e de um cuidado que vai além da doença, olhando para a criança, para quem cuida e para tudo o que existe ao redor.

 


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