A história da Luísa começou de forma inesperada. Aos 15 anos, ela sempre levou uma rotina comum para uma adolescente: escola, estudos, família e piano. Inteligente, dedicada e apaixonada por matemática, ela gosta de aprender e já fala com segurança sobre o futuro: quer cursar Medicina.
No entanto, em novembro de 2025, a família percebeu os primeiros sinais de que algo não estava bem. Luísa começou a apresentar alterações na visão. A princípio, os exames oftalmológicos não mostravam nada diferente nos olhos. Mesmo assim, a investigação continuou. Em seguida, um médico encaminhou a família para um hospital em Bauru, cidade onde vivem, para que ela pudesse fazer uma ressonância.
Foi nesse exame que veio o diagnóstico: a jovem tinha um tumor que pressionava o nervo óptico e causava a alteração visual. Além disso, a família entendeu que o atraso no crescimento, acompanhado há alguns anos com reposição hormonal, também poderia estar relacionado ao tumor.
“Quando recebemos o diagnóstico, parece que o mundo desaba. A vida vira de cabeça para baixo, porque a gente nunca imagina passar por isso com uma filha saudável”, conta Laís, mãe de Luísa.
Após o diagnóstico, a família recebeu a orientação de procurar o GRAACC. Vieram para São Paulo e, em fevereiro de 2026, passou pela cirurgia para retirada do tumor.
Depois disso, veio outra etapa importante: a radioterapia. Ao todo, foram 30 sessões. Durante esse período, a família precisou se reorganizar. Enquanto um dos pais acompanhava Luísa em São Paulo, o outro permanecia em Bauru com o irmão mais novo, de três anos e meio. Assim, Laís e Cláudio se revezaram para estar presentes em cada fase do cuidado.
Apesar dos desafios, a menina seguiu em frente com tranquilidade, característica que sempre fez parte de sua personalidade. A mãe conta que, desde pequena, ela gostava de estudar e não queria faltar à escola nem quando estava doente. Essa dedicação continua presente hoje, especialmente nas matérias que mais gosta, como matemática.
Além da escola, o piano ocupa um lugar especial na vida de Luísa. Ela começou a tocar em 2018, por meio de um projeto de música em Bauru. Desde então, encontrou no instrumento uma forma de relaxar, se concentrar e expressar alegria.
“O piano me ensinou que é preciso ter paciência. Quando eu toco, eu me sinto bem. É relaxante”, diz Luísa.
Embora ame a música, ela não pensa em seguir carreira como pianista. Para ela, o piano deve continuar como uma atividade importante, mas o grande sonho profissional está na Medicina, já que quer cuidar de pessoas no futuro.
A experiência no hospital também fortaleceu esse desejo. Durante o tratamento, ela conviveu com médicos, enfermeiros e outros profissionais que fizeram diferença em sua trajetória.
“O GRAACC é um lugar muito bom, uma referência. Os profissionais são muito atenciosos, não só os médicos, mas toda a equipe”, afirma Luísa.
Com a cirurgia realizada e a radioterapia concluída, Luísa segue agora em acompanhamento médico. A família sabe que essa nova etapa também exige cuidado, exames e atenção às reposições hormonais. Ainda assim, o fim da radioterapia trouxe alívio e a sensação de que a rotina, aos poucos, começa a se reorganizar.
Para Laís, a experiência mudou a forma como a família enxerga a vida. “A gente passa a valorizar mais o agora. Percebe que tudo pode mudar de uma hora para outra e aprende a dar importância a cada momento”, afirma.
A história da Luísa mostra a força de uma adolescente que segue estudando, tocando piano e fazendo planos para o futuro. Com o apoio da família e o cuidado do GRAACC, ela continua sua trajetória com coragem, serenidade e muitos sonhos pela frente.

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