A imunização contra a COVID-19 avança pelo país e, agora, se estendeu para os adolescentes entre 12 e 17 anos. Para garantir e orientar os pais e pacientes, o Hospital do GRAACC ressalta a importância da vacinação e reitera que a vacina é segura para prevenir contra casos graves da doença nos pacientes imunossuprimidos, como os adolescentes em tratamento contra o câncer. O registro global de COVID-19 em crianças com câncer reporta uma taxa de 20% de infecções graves entre 1,5 mil pacientes.

“Medidas preventivas e a vacinação nos jovens dessa faixa etária são essenciais para conter ainda mais a disseminação do vírus. As consequências diretas e indiretas da infecção por esse agente impactam o prognóstico dessas crianças, principalmente os pacientes imunossuprimidos em tratamento de câncer. Além do distanciamento social, uso de máscara e constante higienização das mãos, as vacinas constituem a melhor medida para proteger os indivíduos da infecção”, orienta a Dra. Fabianne Carlesse, infectologista pediátrica do Hospital do GRAACC.

Embora os estudos não sejam conclusivos, é possível extrapolar dados de segurança e eficácia considerando o mecanismo de ação das vacinas contra COVID-19 que é semelhante a outras já utilizadas neste público, como a de influenza, por exemplo, uma vez que são vacinas inativadas e não oferecem risco de eventos adversos. “A recomendação, no entanto, é o momento de iniciar a vacinação, que deve ser, pelo menos, duas semanas antes do início da quimioterapia ou radioterapia. Já em pacientes submetidos ao transplante de células-tronco, o ideal é vacinar cerca de 3 a 6 meses após o procedimento”, destaca.

 

Recomendações

Os dados sobre infecções de SARS-CoV-2 em crianças com câncer ainda são limitados, mas um estudo multicêntrico brasileiro com 179 pacientes dessa população indicou que a mortalidade de Covid-19 em crianças com câncer ultrapassa 12%. Número extremamente mais alto se comparado com a pediatria geral, que é de 0,34%. A vacina chega como uma medida eficiente para a prevenção da doença, principalmente na forma mais grave de manifestação. Porém, algumas recomendações se fazem necessárias para evitar complicações.

Confira:

– Intervalo mínimo de 14 dias entre as vacinas de COVID-19 e as demais previstas no calendário de vacinação.

– Pacientes com doenças febris agudas, suspeita de COVID-19 ou histórico prévio de infecção devem esperar a recuperação total.

– Evitar a imunização durante a fase de tratamento quimioterápico ou radioterápico.

– Os pacientes submetidos a transplante de células-tronco devem esperar de 3 a 6 meses para receberem a imunização.


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