Luize vai completar sete anos. Quando tinha apenas seis meses, seus pais descobriram que ela tinha retinoblastoma nos dois olhos.
A história começou durante uma ida ao posto de saúde para vacinação. Na ocasião, a profissional que aplicou a vacina percebeu que um dos olhos da bebê não acompanhava o movimento do outro.
O comentário chamou a atenção da família. Além disso, os pais já haviam notado, em algumas situações, um brilho branco em um dos olhos de Luize.
Esse sinal é conhecido como leucocoria, ou reflexo pupilar branco. Ele é um dos principais sinais de alerta do retinoblastoma e pode aparecer, inclusive, em fotografias feitas com flash.
Preocupados, os pais de Luize procuraram um oftalmologista. Como ela ainda era muito pequena e o atendimento ocorreu no início da pandemia, o médico não conseguiu fazer uma avaliação completa.
Mesmo assim, ele recomendou que a família buscasse uma segunda opinião.
Pouco depois, outro oftalmologista levantou a suspeita de retinoblastoma. A partir desse atendimento, a família recebeu o direcionamento para o GRAACC.
Segundo os pais, a equipe transmitiu segurança desde a chegada ao hospital e durante todas as etapas do tratamento.
No diagnóstico, Luize apresentava retinoblastoma em ambos os olhos. Após cerca de um ano, ela já estava fora de tratamento.
No entanto, a família enfrentou um novo desafio quando o câncer retornou no olho direito.
Diante da recidiva, Luize precisou passar por uma enucleação, procedimento cirúrgico para retirada do globo ocular. De acordo com o depoimento da família, a doença permaneceu restrita ao olho e não atingiu o cérebro.
Ao mesmo tempo, a equipe conseguiu preservar o olho esquerdo. Atualmente, Luize usa óculos para correção visual.
No GRAACC, o tratamento do retinoblastoma é individualizado. A equipe avalia fatores como idade, presença do tumor em um ou nos dois olhos e estágio da doença.
Entre as possibilidades estão quimioterapia, laser, crioterapia, braquiterapia e enucleação.
O retinoblastoma é um tipo raro de câncer ocular infantil que se desenvolve na retina. A doença ocorre com maior frequência em bebês e crianças pequenas.
Cerca de 90% das crianças com retinoblastoma são curadas.
Por isso, reconhecer os sinais de alerta faz diferença. Além da leucocoria, alterações como estrabismo, problemas de visão, dor ou vermelhidão nos olhos também merecem atenção médica.
A história de Luize mostra como a atenção aos primeiros sinais pode contribuir para que a criança chegue mais rapidamente à avaliação especializada e tenha mais chances de cura.
Assista abaixo ao depoimento de Luize e de seus pais e conheça essa história.

Entender os sinais e sintomas do câncer infantojuvenil é um passo fundamental para garantir o...

A medicina tem passado por profundas transformações nas últimas décadas. Hoje, compreende-se que cuidar de...

Veja o resumo da manhã que será voltada para residentes, pós-graduandos e estudantes da saúde...
GRAACC, o hospital do adolescente e criança com câncer! Sabemos que receber a notícia de...